Inteligência e moralidade: quando o poder perde a mão e abandona bem
O que torna alguém verdadeiramente apto a exercer autoridade sobre os outros? Ao longo da história, diferentes respostas foram dadas a essa pergunta. Houve um tempo em que o poder esteve ligado à idade e à experiência; depois, à força, ao nascimento, à riqueza e, finalmente, à inteligência. Cada uma dessas formas de superioridade correspondeu a determinado estágio da humanidade. Em Obras Póstumas , no capítulo “A aristocracia intelecto-moral do futuro” , Allan Kardec acompanha essa transformação e mostra que nenhuma dessas condições, isoladamente, poderia representar a verdadeira superioridade humana. O nascimento podia ser herdado, a riqueza podia ser acumulada e a força podia impor obediência. A inteligência parecia representar um avanço, porque não dependia necessariamente da origem social e podia pertencer tanto ao rico quanto ao pobre. Mas havia um problema: inteligência não é sinônimo de moralidade . O homem inteligente pode utilizar suas faculdades para construir ou destruir, se...
