O Homem e o Tempo: a encarnação como oportunidade sagrada à luz do Espiritismo
Todos sentimos o tempo. Falamos dele todos os dias: “não tenho tempo”, “o tempo passou rápido”, “perdi tempo”, “chegou meu tempo”. Mas raramente perguntamos, com profundidade: o que é o tempo para o Espírito imortal? Será apenas a sucessão dos dias? Um relógio que nos envelhece? Uma força que nos consome? Ou seria, como sugere a visão espírita, um instrumento divino de educação da alma? Na bela psicografia de Chico Xavier , pelo Espírito Antero de Quental , no livro Vozes do Grande Além , essa pergunta recebe resposta sublime. O homem, aflito diante das perdas e das rugas da experiência terrestre, acusa o tempo como inimigo. E então o próprio Tempo responde: Disse o homem ao tempo: “Ó gênio triste! onde a tua caverna horrenda e escura? por que trazes velhice e desventura à minha carne que te não resiste? Abomino-te a clava estranha e dura que dilacera tudo quanto existe! Por que razão me segues, lança em riste, estendendo-me as noites de amargura? Por que fazes o riso envolto e...
