Quando a mediunidade desperta, o medo é normal.
O despertar da mediunidade costuma ser um dos momentos mais delicados da caminhada espiritual. Para muitos, ele chega de forma silenciosa; para outros, vem acompanhado de sensações intensas, fenômenos inesperados e, quase sempre, de um sentimento comum e profundamente humano: o medo. O Livro dos Médiuns , obra fundamental organizada por Allan Kardec, não ignora essa realidade. Ao contrário, esclarece que o medo inicial não é sinal de fraqueza moral nem de inferioridade espiritual, mas uma reação natural diante do desconhecido. Quando a mediunidade começa a aflorar, o indivíduo percebe que o mundo não se limita mais ao que os olhos físicos alcançam. Sons sem causa aparente, objetos que se movem, sensações de presença, sonhos vívidos, intuições repentinas ou alterações emocionais súbitas passam a fazer parte do cotidiano. É como se uma nova porta da percepção se abrisse sem aviso prévio. O que antes era invisível começa a se manifestar, e o espírito encarnado, ainda despreparado, sente-...
