👉 Comece pelo fundamento da Doutrina Espírita

👉 Comece pelo fundamento da Doutrina Espírita
Publicidade | Link de afiliado Amazon | Posso receber comissão por compras qualificadas.

Destaques

O Tesouro no Céu: riqueza material e verdadeira riqueza espiritual

“Mas entesourai para vós tesouros no céu, onde não consomem a ferrugem nem a traça e onde os ladrões não os desenterram nem roubam.”

Quando Jesus nos recomenda que ajuntemos tesouros no céu, não está condenando a riqueza material nem afirmando que possuir bens seja, por si só, um obstáculo à vida espiritual. O problema não está na riqueza, mas na maneira como nos relacionamos com ela.

As riquezas podem ser importantes instrumentos para o progresso da humanidade. Quando utilizadas segundo a vontade divina, proporcionam trabalho e melhores condições físicas de vida, impulsionam as artes e as ciências e podem oferecer ao homem recursos para a prática do bem. A riqueza, portanto, pode contribuir para o progresso material, intelectual e também espiritual da humanidade.

O perigo começa quando o instrumento passa a controlar aquele que deveria utilizá-lo.

Os bens materiais são empréstimos temporários que a vida nos confia de acordo com nossas necessidades, responsabilidades e deveres. Podemos administrá-los durante uma existência, mas não os levaremos conosco quando deixarmos o corpo físico. As conquistas espirituais, entretanto, pertencem ao patrimônio permanente do Espírito.

É justamente aí que está o verdadeiro sentido do “tesouro no céu”.

Jesus nos convida a investir naquilo que não desaparece com o tempo: a bondade, a moralidade, a inteligência, a mansidão, a tolerância, o amor fraterno e todas as virtudes que conseguimos desenvolver. As ações nobres que praticamos e as qualidades que cultivamos em nossa alma constituem uma riqueza que nenhuma mudança da vida material pode destruir.

Mas essa conquista exige trabalho.

Para adquirir riquezas espirituais, precisamos também fazer o movimento contrário: retirar de nós aquilo que impede o crescimento. Orgulho, vaidade, ódio, preconceitos, vícios, intolerância e tantas outras imperfeições precisam ser reconhecidos e gradualmente transformados. A reforma íntima não acontece de uma hora para outra. É um trabalho diário, muitas vezes silencioso, no qual somos chamados a vencer a nós mesmos.

Isso também não significa que devamos aceitar passivamente as condições em que nascemos. O livre-arbítrio nos oferece possibilidades de escolha e, dentro dos limites de nossas provas e compromissos reencarnatórios, podemos modificar os rumos da própria existência. Um Espírito pode, por exemplo, enfrentar uma existência de dificuldades materiais como parte de seus aprendizados, mas, durante a encarnação, estudar, trabalhar intensamente, desenvolver seus talentos e conquistar uma vida mais confortável. Não há nada de errado nisso. O progresso material também faz parte do aprendizado humano. Podemos melhorar nossa profissão, nossa casa, nossa condição financeira e nosso padrão de vida, desde que não nos tornemos escravos dessas conquistas. Afinal, crescer materialmente pode ser uma conquista; crescer espiritualmente é o propósito maior.

A questão, portanto, não é quanto possuímos, mas o lugar que aquilo que possuímos ocupa em nossa vida.

Quando a busca pelos bens materiais deixa de ser um meio e passa a ser o objetivo central da existência, o equilíbrio pode desaparecer. A ambição sem limites pode fazer com que a vaidade, o orgulho e a inveja cresçam até sufocar valores que deveriam orientar nossa conduta. Na tentativa de possuir mais, aparentar mais ou superar o outro a qualquer preço, algumas pessoas acabam relativizando a própria consciência, rompendo vínculos, destruindo valores e, em situações extremas, chegando à prática de crimes. Não é a riqueza que produz esses desequilíbrios, mas o uso que fazemos dela e o lugar que permitimos que ocupe em nossa vida. Quando o desejo de ter se sobrepõe ao dever de ser, o homem pode conquistar muito por fora enquanto empobrece por dentro.

É nesse sentido que Jesus afirma:

“Não podeis servir a Deus e às riquezas.”

Não podemos amar com a mesma intensidade as coisas da Terra e as coisas do céu. Inevitavelmente, aquilo que ocupa o centro de nossos interesses acaba recebendo nossa maior dedicação. Se nossa vontade de conquistar os valores espirituais for fraca, corremos o risco de trocar o permanente pelo transitório.

Servir a Deus, porém, não significa abandonar nossas responsabilidades materiais, cruzar os braços ou fugir da vida. Significa trabalhar pela melhoria de nossa existência sem permitir que os interesses terrenos sufoquem nosso progresso espiritual.

Precisamos trabalhar, produzir, estudar, conquistar nosso sustento e cuidar daqueles que dependem de nós. O que Jesus nos pede é que façamos tudo isso sem transformar a preocupação material no objetivo maior da existência.

A excessiva ansiedade pelo dinheiro, pelo futuro e pela segurança material pode nos roubar a paz. Muitas vezes, não lutamos apenas pelo necessário, mas também pelo supérfluo, dominados pelo medo de que alguma coisa venha a faltar. Confiar na Providência Divina não significa deixar de agir. Significa cumprir nossa parte com responsabilidade e confiança, sem transformar o amanhã em motivo permanente de angústia.

A confiança na Providência também não deve ser confundida com acomodação. O homem, tendo alcançado a idade do raciocínio, possui o dever de prover a própria subsistência por meio do trabalho e dos recursos que Deus lhe concedeu. A natureza oferece os meios necessários à vida, mas cabe ao ser humano utilizar sua inteligência e seu esforço para buscá-los. Deus não nos convida à passividade, mas à confiança no trabalho que realizamos hoje.

Eliseu Rigonatti, em O Evangelho dos Humildes, chama atenção para os perigos de uma existência voltada exclusivamente para as coisas materiais. Segundo o autor, aquele que se ocupa unicamente da matéria corre o risco de embrutecer a alma e afastar-se de Deus, retardando seu progresso espiritual. Quando esquecemos a centelha divina que trazemos dentro de nós e fazemos da vida material nossa única preocupação, acabamos preparando dificuldades para nós mesmos quando a existência física terminar.

E talvez uma das tarefas mais difíceis dessa jornada seja justamente aprender a enxergar o bem nas pessoas que nos fazem mal.

Todos trazemos luzes e sombras. Somos Espíritos em processo de aperfeiçoamento, e isso significa que ainda carregamos imperfeições. Quando Jesus nos orienta a olhar para o lado luminoso do próximo, não está pedindo que sejamos ingênuos ou que ignoremos o mal. A proposta é não permitir que a imperfeição do outro determine aquilo que cultivaremos dentro de nós.

Quando alguém nos fere, enxergar suas qualidades pode parecer quase impossível. Somos humanos, sentimos a dor, a indignação e o desejo de nos defender. O ensinamento espírita não ignora essa realidade. Perdoar, compreender e procurar o lado bom de alguém que nos feriu pode ser um exercício difícil e demorado. Mas é justamente nesse esforço que começamos a construir nosso tesouro espiritual. Ao fixarmos constantemente os defeitos e erros de nossos irmãos, corremos o risco de alimentar em nós sentimentos que também precisam ser transformados. Quando escolhemos enxergar o bem possível no outro, sem deixar de reconhecer seus erros, começamos a desenvolver luz em nosso próprio Espírito.

Cada esforço de tolerância, cada impulso de bondade, cada renúncia ao orgulho, cada atitude de amor e cada escolha pelo bem representa uma conquista que não se perde.

É esse o tesouro que Jesus nos convida a acumular.

Podemos trabalhar para prosperar, buscar conforto, melhorar nossa condição financeira e utilizar os recursos que recebemos para beneficiar nossa família e a coletividade. Podemos construir uma vida material digna sem culpa. O que precisamos evitar é permitir que a matéria se torne senhora de nossa vontade.

Porque, no fim da jornada, não serão os bens que conseguimos acumular que definirão nossa verdadeira condição, mas as riquezas que conseguimos levar conosco na alma.

O dinheiro pode desaparecer. Os bens podem ser perdidos. A posição social pode mudar. Mas a bondade conquistada, o amor praticado, a tolerância exercitada, o conhecimento adquirido e todo esforço sincero de transformação permanecem conosco.

Esse é o verdadeiro tesouro no céu: aquilo que construímos dentro de nós e que, por ser conquista do Espírito, nenhuma ferrugem, traça ou mão humana poderá destruir.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

Comentários

Compre Aqui seu livro Espírita e economize

Compre Aqui seu livro Espírita e economize
Publicidade | Link de afiliado Amazon | Posso receber comissão por compras qualificadas.

Ler ficou simples: Descubra o Kindle

Ler ficou simples: Descubra o Kindle
Publicidade | Link de afiliado Amazon | Posso receber comissão por compras qualificadas.

Ouça Livros Espíritas Gratuitamente

Ouça Livros Espíritas Gratuitamente
Divulgando a Doutrina Espírita

Instagram

Postagens mais visitadas