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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

Espíritos da Natureza e os Seres Elementais na visão Espírita


A noção de “Espíritos da Natureza” é antiga e se entrelaça com tradições que falam em seres elementais ligados aos quatro elementos da criação: terra, água, ar e fogo. Na Doutrina Espírita, esses nomes — duendes, ondinas, silfos e salamandras — são interpretados de modo simbólico, correspondendo a Espíritos em diferentes graus de evolução que cooperam nos fenômenos da natureza sob a direção de inteligências superiores, conforme ensinam Allan Kardec em O Livro dos Espíritos e A Gênese.

Os quatro elementos e os seres elementais

Desde a Antiguidade, filósofos e tradições ocultistas relacionaram a natureza a quatro elementos fundamentais: terra, água, ar e fogo. A cada elemento, associaram-se espíritos ou inteligências chamadas elementais, encarregados de conservar o equilíbrio e dinamizar os processos naturais. A literatura esotérica fala em duendes (terra), ondinas (água), silfos (ar) e salamandras (fogo).

Allan Kardec, no entanto, explica em O Livro dos Espíritos (questões 536–540) que não existem categorias fixas como a mitologia descreve. O que há são Espíritos em diferentes níveis de evolução, designados como “agentes da natureza”, que executam tarefas de acordo com seu adiantamento moral e intelectual, e não segundo rótulos místicos. A Doutrina Espírita, portanto, não endossa literalmente as figuras do folclore, mas admite que o trabalho espiritual possa ter inspirado tais tradições.

Quadro comparativo dos seres elementais e a visão espírita

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Função Visão Espírita
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Guardas dos bosques e minerais, ligados ao crescimento vegetal. Corresponderiam a Espíritos em aprendizado, que atuam em tarefas ligadas ao magnetismo da matéria densa e ao reino vegetal (Kardec, A Gênese, cap. III).
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Entidade feminina ligadas a rios, lagos e mares, representando a fluidez e o poder fecundador das águas. Na visão espírita, seriam inteligências em cooperação na organização de recursos hídricos e do ciclo da vida aquática (Kardec, O Livro dos Espíritos, q. 536).
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Seres aéreos, associados ao vento, às brisas e ao sopro vital. Silfos Espíritos incumbidos de processos sutis, como correntes de ar e magnetismo atmosférico, dentro da lei de harmonia universal (André Luiz, Evolução em Dois Mundos).
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Seres flamejantes, regentes da chama e da purificação pelo fogo. Para a Doutrina Espírita, representam apenas tradições simbólicas. No entanto, Espíritos podem atuar na liberação de energia e calor, obedecendo às leis divinas que regem a matéria (André Luiz, Mecanismos da Mediunidade).

O papel educativo e a lei de progresso

Mais importante que os nomes tradicionais é compreender a pedagogia divina: todos os Espíritos trabalham, aprendem e evoluem através da ação. A tradição dos elementais é um reflexo simbólico de verdades espirituais mais profundas, confirmadas pelo Espiritismo. Segundo Léon Denis em No Invisível, tais narrativas foram o esforço humano de nomear forças inteligentes que participam da ordem universal. Hoje, a Doutrina Espírita esclarece que cada Espírito coopera de acordo com seu grau de evolução, sempre em consonância com a Lei de Progresso.

Conclusão

Os chamados Espíritos da Natureza, que a tradição popular identificou como seres elementais, encontram na Doutrina Espírita uma explicação mais clara: são inteligências em diferentes estágios de evolução que, sob a ordem e a inspiração do Cristo, cooperam na execução dos fenômenos naturais. Sua atuação não é autônoma nem arbitrária; pelo contrário, seguem sempre a direção de Espíritos mais elevados, respeitando os desígnios divinos. Esses auxiliares cumprem funções na dinâmica dos elementos, participando da organização dos recursos da Terra e também de manifestações mais intensas, como tempestades, erupções ou cataclismos, mas apenas quando autorizados e em obediência a um fim útil. Tais ocorrências, muitas vezes dolorosas à visão humana, nunca são castigos cegos: respondem a necessidades evolutivas coletivas, promovendo reajustes e despertando consciências. Assim, até mesmo nas grandes convulsões da natureza, o amor e a sabedoria do Criador se manifestam, valendo-se de colaboradores humildes que aprendem e crescem enquanto servem. A importância desses seres, portanto, não está em seu poder isolado, mas no papel educativo e cooperativo que desempenham na grande oficina da vida, lembrando-nos de que tudo no universo caminha em direção à harmonia, segundo a lei de progresso que rege a humanidade e os mundos.

Referências bibliográficas

  • KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 82ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001. (q. 536–540; 600–613, seleção temática).
  • KARDEC, Allan. A Gênese. 47ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001. (cap. III e XV).
  • DENIS, Léon. No Invisível. 26ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2000.
  • XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Mecanismos da Mediunidade. 17ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
  • XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Evolução em Dois Mundos. 24ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.
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