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Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

A Reencarnação e o Processo de Evolução da Alma


A alma que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea deve passar por novas existências para se depurar. Através dessas experiências sucessivas, ela se transforma e evolui, necessitando enfrentar diversas provas para atingir um estado mais elevado de consciência.

O objetivo da reencarnação é a expiação e o aprimoramento progressivo da humanidade. A cada nova existência, o Espírito dá um passo no caminho do progresso. Quando finalmente se liberta de todas as suas impurezas, já não necessita mais das provas da vida material.

O número de reencarnações varia de Espírito para Espírito. Aqueles que avançam mais rapidamente em sua jornada moral e intelectual poupam-se de provas adicionais. No entanto, para a maioria, o processo é longo, pois o progresso é quase infinito. Embora o corpo físico mude a cada encarnação, a essência do Espírito permanece a mesma, apenas revestindo-se de uma nova "vestimenta" material.

Após sua última encarnação na Terra, o Espírito alcança um estado de bem-aventurança e pureza, tornando-se um Espírito Puro.

Evidências da Reencarnação

Ao encarnar, o Espírito mantém uma vaga lembrança de suas existências anteriores, que se manifesta através das chamadas ideias inatas.

Os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. No entanto, enquanto encarnado, o Espírito pode não se lembrar conscientemente de suas experiências passadas. Somente quando liberto da matéria ele retoma plenamente a memória de seu percurso evolutivo.

Mesmo que a recordação consciente não esteja acessível, a intuição e as aptidões inatas auxiliam o Espírito em seu progresso. A origem das faculdades extraordinárias de certos indivíduos, sem que tenham recebido um aprendizado prévio, é uma lembrança do passado. Trata-se do reflexo do progresso anteriormente conquistado pela alma, ainda que o indivíduo não tenha consciência disso.

Uma habilidade específica pode permanecer adormecida durante uma encarnação porque o Espírito deseja desenvolver outra aptidão que não está diretamente relacionada àquela. Contudo, essa faculdade latente pode ressurgir em futuras existências. Assim, os talentos e conhecimentos adquiridos ao longo das encarnações não se perdem, mas são preservados e retomados conforme a necessidade da evolução do Espírito.

O Espírito encarnado mantém uma intuição de sua natureza espiritual e do mundo invisível. No entanto, essa percepção pode ser distorcida pelos preconceitos e pela ignorância, levando à superstição e à incompreensão da realidade espiritual.

A Justiça Divina e a Necessidade da Reencarnação

Somos Espíritos imortais, destinados a renascer inúmeras vezes para progredir moralmente e intelectualmente. Se não admitirmos a reencarnação, seremos levados a questionar a justiça divina, pois, sem esse princípio, pareceria que Deus privilegia alguns enquanto castiga a maioria da humanidade sem razão aparente.

A reencarnação é a única explicação lógica para as desigualdades sociais, físicas e morais que observamos no mundo. Somente através dela compreendemos as diferenças de condições entre os indivíduos, pois cada ser colhe o fruto de suas ações passadas e recebe as oportunidades necessárias para sua evolução.

Dessa forma, a reencarnação não apenas esclarece as aparentes injustiças da vida, mas também revela o infinito amor e a misericórdia de Deus, que concede a todos os Espíritos a oportunidade de aprendizado, crescimento e redenção.


Fonte de estudo: Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Questão - 166 à 170 ,218 à 222 e 385
                           Evangelho Segundo Espiritismo - Allan Kardec - Capítulo 5 - Item 6



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