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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

Dom da Mediunidade e a Gratuidade do Serviço Espiritual


"Restitui a saúde dos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes." (Mateus 10:8)

Não se deve cobrar por aquilo que foi recebido gratuitamente. A faculdade de curar os doentes e de afastar os maus espíritos é um dom concedido por Deus para o alívio dos que sofrem e para a propagação da fé. Nunca foi destinado ao comércio, nem deve se tornar objeto de especulação ou meio de obtenção de lucro.

Assim como os apóstolos possuíam mediunidade e a utilizavam para instruir e auxiliar, os médiuns são intérpretes dos Espíritos, encarregados de orientar os homens no caminho do bem e fortalecer sua fé.

A Impossibilidade de Comercializar a Mediunidade

Os médiuns não podem vender mensagens e orientações que não lhes pertencem, pois não são fruto de sua concepção, de suas pesquisas ou de seu trabalho pessoal. As comunicações espirituais são manifestações dos Espíritos, e sua transmissão deve ser feita com humildade e devoção.

Deus deseja que a luz alcance a todos, sem distinção, e não admite que alguém seja privado da fé por não ter condições de pagar por ela. A mediunidade, quando exercida de forma legítima, deve ser acessível a todos, sem qualquer interesse material envolvido.

A Influência dos Espíritos na Prática Mediúnica

Os Espíritos superiores não se submetem a chamados interesseiros, nem se manifestam em ambientes onde predomina o egoísmo e o desejo de lucro. Quem compreende as condições necessárias para que os bons Espíritos se comuniquem sabe que qualquer traço de interesse pessoal ou material é suficiente para afastá-los. Nesses casos, o médium atrairá apenas Espíritos levianos e enganosos.

Os Espíritos inferiores, astutos e mentirosos, estão sempre prontos a se manifestar quando encontram aqueles que os adulam ou buscam vantagens pessoais. Pouco se importam com a verdade e aproveitam-se da credulidade humana para se impor.

A primeira condição para conquistar a benevolência dos Espíritos elevados é a humildade, a dedicação, a abnegação e o mais absoluto desinteresse, tanto moral quanto material.

A Mediunidade Não Deve Ser Profissão

A mediunidade séria jamais poderá ser transformada em profissão. Se assim fosse, rapidamente perderia sua credibilidade e se tornaria comparável à cartomancia e à adivinhação mercantilizada. Além disso, sua própria natureza impede que seja um meio de vida, pois é uma faculdade instável, fluida e variável, que depende da vontade dos Espíritos e da sintonia vibratória do médium.

A exploração da mediunidade, quando degenerada em abuso, sempre esteve ligada ao charlatanismo, à ignorância e à superstição, sendo essa uma das razões pelas quais Moisés proibiu certas práticas mediúnicas em seu tempo.

O Espiritismo, ao compreender a seriedade da questão, resgatou a mediunidade de sua exploração comercial e elevou-a à categoria de missão. A mediunidade é algo sagrado e deve ser exercida com respeito, compromisso e senso de responsabilidade moral.

A Mediunidade Curadora e a Gratuidade

A mediunidade curadora, em particular, exige ainda mais rigor na observância da gratuidade. O médium curador transmite o fluido salutar dos Espíritos benevolentes e não tem o direito de vendê-lo. Esse dom lhe foi concedido para aliviar o sofrimento alheio, não para se tornar fonte de enriquecimento pessoal.

Os Espíritos elevados valorizam o devotamento e os sacrifícios dos médiuns sinceros, enquanto se afastam daqueles que buscam na mediunidade um meio de ascensão material.

Dessa forma, a verdadeira mediunidade deve ser exercida com humildade, amor ao próximo e fidelidade aos princípios espirituais, sem jamais se desviar para interesses mundanos e transitórios.


OHNM

Bibliografia: Evengelho Segundo o Espíritismo - Allan Kardec - Capítulo 26 - Item 2, 7 à 10

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