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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

Necessidade da Caridade segundo o Apóstolo Paulo

O apóstolo Paulo, em sua célebre carta aos Coríntios, deixou um dos maiores hinos à caridade da história da humanidade. Sua mensagem ecoa como um convite eterno ao amor desinteressado, destacando que todos os dons humanos — fé, ciência, eloquência ou sacrifício — se tornam estéreis quando não sustentados pela caridade. Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 15, reafirma esse ensino, mostrando que a caridade é a alma de todas as virtudes.

Paulo nos convida a refletir que a grandeza espiritual não se mede pela aparência ou pela quantidade de obras exteriores, mas pela essência do coração que ama e serve. É nesse ponto que sua lição se torna universal: a caridade é a chave que abre o caminho da evolução moral e da aproximação com Deus.

No contexto da vida moderna, em que tantas vezes somos arrastados por disputas, imediatismos e indiferença, a palavra de Paulo soa ainda mais atual. Ele nos lembra que é possível viver com fé intensa e realizar grandes feitos, mas se não houver amor verdadeiro, tudo se perde no vazio. A caridade, portanto, não é acessório, mas necessidade essencial da vida espiritual.

Allan Kardec interpreta esse ensino como fundamento da moral espírita. Ele observa que sem a prática da caridade, todo conhecimento doutrinário ou mediúnico se torna frágil e incompleto. Assim, estudar Paulo à luz do Espiritismo é reconhecer que o caminho do progresso espiritual exige mais do que palavras: exige ação constante no bem.

O que significa a caridade segundo Paulo?

Segundo Paulo, a caridade é paciente, indulgente, não invejosa, não orgulhosa e não egoísta. É uma força que transforma as relações humanas porque renuncia ao interesse pessoal para valorizar o próximo. Mais do que uma virtude, é um modo de viver e de se relacionar com o mundo. Em Paulo e Estêvão, Emmanuel descreve como o apóstolo, após sua transformação em Damasco, aprendeu a colocar o amor acima da letra fria da lei.

Paulo insiste que a caridade “tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Isso significa que o verdadeiro amor não se abala diante das dificuldades. A caridade não se resume a dar, mas a compreender, a perdoar e a sustentar com esperança. É a energia que não se extingue, porque reflete a própria essência divina. É por isso que Paulo afirma de forma categórica: “a caridade jamais falha”.

Esse conceito se amplia no Espiritismo. André Luiz, em Nos Domínios da Mediunidade, mostra que a caridade espiritual vai além do socorro material: inclui vibrações de paz, preces sinceras e o esforço silencioso de compreender o próximo em suas lutas invisíveis. Assim, a caridade se converte em ação contínua da alma.

Por que a caridade é indispensável?

Kardec explica que todos os méritos humanos — riqueza, inteligência, títulos — desaparecem diante da morte, mas a caridade permanece como conquista da alma. Paulo confirma isso ao dizer que sem caridade “nada somos”. O apóstolo demonstra que até o maior dos sacrifícios se torna vazio se não for sustentado pelo amor.

Um exemplo prático: alguém pode doar grandes somas a instituições, mas se o faz apenas por vaidade, sua ação carece de valor espiritual. Por outro lado, um gesto simples — uma palavra de conforto, uma escuta atenta, um perdão silencioso — pode ter mais peso diante de Deus do que obras grandiosas. Emmanuel, em Caminho, Verdade e Vida reforça essa ideia ao dizer que a caridade é o critério para avaliar a autenticidade da fé.

Outro exemplo vem da vida familiar: quantas vezes um lar se transforma porque alguém decide agir com paciência e renúncia, escolhendo compreender em vez de acusar? Esse é o espírito da caridade que Paulo propõe: não apenas dar o que sobra, mas oferecer o que temos de mais nobre no coração. Caridade é o amor em movimento, capaz de mudar destinos.

Qual é a visão espírita da caridade?

No Espiritismo, a caridade é definida como “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV). Essa definição aprofunda o pensamento paulino, pois convida ao exercício diário do amor em todas as dimensões da vida. Não se trata de ato ocasional, mas de hábito que nos eleva espiritualmente e nos aproxima da perfeição ensinada por Cristo.

Conclusão: sem caridade nada somos

Paulo nos mostra que a caridade é a mais alta expressão do Evangelho. Kardec e os Espíritos confirmam que ela é o eixo da evolução moral da humanidade. Obras como Paulo e Estêvão, Caminho, Verdade e Vida e Nos Domínios da Mediunidade ilustram, em diferentes aspectos, como a prática da caridade molda destinos e sustenta a verdadeira fé.

“A caridade é o vínculo da perfeição, o alicerce da paz e o reflexo de Deus em nós.”



Referências bibliográficas

  • KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 73ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007.
  • XAVIER, F. C. Paulo e Estêvão. Pelo espírito Emmanuel. 28ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1941.
  • XAVIER, F. C. Caminho, Verdade e Vida. Pelo espírito Emmanuel. 18ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1948.
  • XAVIER, F. C. Nos Domínios da Mediunidade. Pelo espírito André Luiz. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1955.
 Paulo e Estêvão é um dos romances mais marcantes da literatura espírita, psicografado por Chico Xavier pelo espírito Emmanuel. A obra narra, em estilo profundo e emocionante, a trajetória de Saulo de Tarso, que após a conversão se torna o apóstolo Paulo, e sua ligação espiritual com Estêvão, o primeiro mártir do Cristianismo.O livro apresenta o conflito entre orgulho e humildade, perseguição e perdão, trazendo lições valiosas sobre a força transformadora da fé e da caridade. É um clássico que une narrativa histórica e ensinamentos espirituais, mostrando como os dramas humanos se convertem em aprendizado e renovação diante da luz do Evangelho.👉 Considerado uma das obras-primas de Emmanuel, Paulo e Estêvão é leitura indispensável para quem busca compreender o Cristianismo primitivo e a essência da Doutrina Espírita. Somos afiliados Amazon e ao Comprar por Aqui, podemos receber comissão. Assim você apoia este site ❤️

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