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Dever Moral e Livre-Arbítrio: A Essência da Honestidade Humana

No capítulo 17, item 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , encontramos uma das definições mais profundas sobre o dever: “O dever é obrigação moral, diante de si mesmo primeiro e dos outros em seguida. O dever é a lei da vida.” Essa afirmação, simples e direta, contém uma verdade que atravessa os séculos: a honestidade não é apenas uma virtude social, mas um dever moral de todo homem. Quando o texto nos ensina que o dever é, antes de tudo, obrigação para consigo mesmo, compreendemos que a honestidade nasce no íntimo. Não se trata apenas de agir corretamente quando há testemunhas, mas de permanecer fiel à consciência mesmo quando ninguém vê. O dever, segundo a lição espírita, é difícil de ser cumprido porque entra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Quantas vezes o orgulho, a vaidade, o desejo de vantagem imediata nos convidam a pequenas concessões? E, no entanto, é justamente nesses momentos silenciosos que se decide o valor moral de nossas escolhas. O dever í...

O PRELÚDIO DA VOLTA: O RETORNO DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL SEGUNDO O ESPIRITISMO

                           

A reencarnação, longe de ser um acaso biológico, é um ato de profunda sabedoria espiritual. Segundo Allan Kardec, nas questões 330 a 343 de O Livro dos Espíritos, a volta à carne é um processo cuidadosamente preparado, um verdadeiro prelúdio da vida que renasce sob a condução das Leis Divinas.

1. A Consciência antes do Renascimento

Antes de reencarnar, o Espírito sabe que retornará à Terra. Essa consciência varia conforme o grau de evolução. Os mais adiantados participam da escolha de suas provas e missões, enquanto os inferiores são conduzidos por Espíritos superiores, que lhes indicam o caminho necessário ao progresso.

“O Espírito, antes de encarnar, tem consciência do que vai fazer e do que será.” (LE, q. 334) 

Esse momento de preparo é envolto em serenidade e reflexão. O Espírito contempla o panorama do que realizou e do que ainda necessita corrigir. Sob a orientação de mentores espirituais, revê as causas de suas dores passadas e aceita as experiências que o farão crescer moralmente. Assim, o retorno à matéria torna-se um contrato sagrado entre a alma e a Lei Divina, firmado no templo da consciência. 

2. O Esquecimento Temporário

Ao unir-se ao corpo em formação, o Espírito perde a lembrança do passado, mas não o aprendizado. Kardec explica que esse véu é um ato de misericórdia divina, pois recordar todas as faltas e sofrimentos anteriores poderia paralisar o novo esforço evolutivo.

“O homem não deve saber tudo; Deus o quer assim, em Sua sabedoria.” (LE, q. 392)

 Contudo, o esquecimento não é absoluto. As impressões do passado dormem nas camadas profundas da alma e ressurgem como tendências, afinidades, talentos e até aversões espontâneas. Dessa forma, o Espírito continua sua jornada sem o peso das recordações, mas com a bússola moral do aprendizado. A consciência, silenciosa e intuitiva, guia o ser em direção ao aperfeiçoamento que ele mesmo escolheu.

3. A Escolha do Corpo e das Provas

 O Espírito não escolhe o corpo como quem escolhe uma veste, mas aceita as condições que lhe servirão de instrumento educativo. As limitações físicas, os laços familiares e o meio social são elementos cuidadosamente ajustados à lição que se precisa aprender.

Assim, nada é castigo: tudo é oportunidade de reajuste e crescimento.

A Doutrina Espírita ensina que os elos de sangue reúnem antigos afetos e desafetos, em processos de reconciliação. O corpo, por sua vez, pode refletir as necessidades do Espírito: enfermidades expiatórias, limitações motoras ou desafios emocionais tornam-se ferramentas de purificação. A Justiça Divina, portanto, manifesta-se através da oportunidade constante de progresso, jamais pela punição.

4. O Instante da União e o Despertar da Vida

A ligação do Espírito ao corpo começa no instante da concepção, mas só se completa no nascimento, quando ele respira e inicia a nova experiência terrena. Durante a gestação, a alma mantém-se em estado de perturbação, oscilando entre o mundo espiritual e o físico, como quem se adapta lentamente a uma nova atmosfera.

Esse período de transição é delicado e assistido por Espíritos protetores. As vibrações do lar, os pensamentos dos pais e o ambiente emocional influenciam a harmonia do processo. Por isso, o Espiritismo valoriza a maternidade como missão sagrada, e a gestação como momento de bênção e responsabilidade. O lar equilibrado oferece ao Espírito reencarnante as primeiras lições de amor, moldando-lhe o destino.

5. A missão da reencarnação

Cada retorno à matéria é um ato de esperança divina. O Espírito volta para reparar, aprender, amar e evoluir. A dor que precede o renascimento é como a noite que antecede o amanhecer — um prelúdio da luz que reacende.

“Reencarnar é reviver para aperfeiçoar-se, sob o olhar vigilante da Providência.” 

 Assim, a reencarnação é o mecanismo de justiça e misericórdia mais perfeito do universo. Permite ao Espírito reconstruir o que destruiu, curar o que feriu e expandir o amor onde antes semeou indiferença. A cada nova existência, a alma amplia seu campo de entendimento, e o sofrimento torna-se um degrau de ascensão, jamais um fardo inútil. O renascer, portanto, é a prova mais sublime de que Deus concede sempre novas oportunidades.

  • Conclusão: o renascer é um ato de amor

O prelúdio da volta não é um castigo, mas um cântico silencioso de amor e justiça. Na sinfonia da vida eterna, cada reencarnação é um novo compasso da melodia divina que conduz o Espírito à perfeição.

Renascer é sempre uma bênção. É a oportunidade sublime de recomeçar com mais luz, mais consciência e mais amor.

Artigo Relacionado: RETORNO À VIDA CORPORAL: A INFÂNCIA

Bibliografia:

  • KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos : Questões 330–343.
  • KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 4 - Ninguém pode ver o Reino dos Céus se não nascer de novo.
  • DENIS, Léon. Depois da Morte - Capítulo XIV e XV
  • XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Emmanuel). O Consolador. Capítulo III

Uma das obras mais notáveis do pensamento espírita, Depois da Morte aprofunda os ensinamentos iniciados por Allan Kardec, oferecendo uma visão clara, lógica e consoladora sobre a imortalidade da alma, a reencarnação e o destino espiritual do ser humano. Com linguagem acessível e filosófica, Léon Denis convida o leitor a refletir sobre a vida além do túmulo, a justiça divina e o progresso moral que nos aguarda.

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