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Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

Causas Anteriores das aflições


Há males que têm sua origem nas próprias ações do homem nesta vida, enquanto outros parecem atingi-lo como obra do destino.

A perda de entes queridos, acidentes inevitáveis, reveses financeiros, flagelos naturais e enfermidades congênitas, como deformidades, idiotia ou cretinismo, são exemplos de sofrimentos que parecem independentes da vontade humana.

Aqueles que nascem sob tais condições não cometeram, nesta existência, qualquer erro para justificar uma sorte tão cruel. Sem meios de evitar ou modificar sua situação, tornam-se dependentes da compaixão alheia.

Por que, então, há seres tão desventurados ao lado de outros tão privilegiados?

E as crianças que sofrem e morrem precocemente? O que fizeram essas almas recém-criadas para suportar tantas misérias e merecer uma punição ou recompensa, sem terem tido tempo de praticar o bem ou o mal?

Todo efeito tem uma causa. Se admitimos a existência de um Deus justo, essa causa deve ser igualmente justa. Como a causa sempre precede o efeito, e não está presente na vida atual, deve remontar a existências anteriores.

Se sofremos, é porque erramos. Se não erramos nesta vida, foi em outra.

O homem nem sempre recebe a consequência de suas faltas na existência presente, mas jamais escapa a elas. A prosperidade do ímpio é passageira; se ele não expia hoje, expiará amanhã. Por outro lado, quem sofre já está resgatando suas faltas passadas.

Assim, a infelicidade aparentemente imerecida tem sua razão de ser, e quem sofre pode sempre dizer: "Perdoai-me, Senhor, porque pequei."


Fonte do estudo: Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Capitulo 5 - Item 6

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