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Quando a Vida Perde a Graça: Como Reencontrar o Sentido da Vida Após a Dor

                           Há momentos em que a vida parece perder completamente o sentido. Não é apenas uma tristeza passageira ou um dia ruim. É como se as cores desaparecessem do mundo, como se aquilo que antes fazia o coração vibrar deixasse de existir. A pessoa acorda, cumpre suas obrigações, conversa com os outros, mas, por dentro, sente-se vazia. O sorriso torna-se um esforço. O futuro parece uma estrada sem paisagem. Quem nunca ouviu alguém dizer: "Depois que meu filho morreu, minha vida perdeu a graça"? Ou então: "Depois do divórcio nunca mais fui o mesmo"; "Quando perdi meu emprego, perdi também minha identidade"; "Depois da doença, nada faz sentido"; "Depois daquela traição, nunca mais consegui confiar em ninguém." A perda muda a forma como enxergamos a existência. Ela reorganiza prioridades, modifica sonhos e, muitas vezes, quebra a imagem que fazíamos do futuro. Algumas pessoas conseguem, com o tempo, rec...

Causas Anteriores das aflições


Há males que têm sua origem nas próprias ações do homem nesta vida, enquanto outros parecem atingi-lo como obra do destino.

A perda de entes queridos, acidentes inevitáveis, reveses financeiros, flagelos naturais e enfermidades congênitas, como deformidades, idiotia ou cretinismo, são exemplos de sofrimentos que parecem independentes da vontade humana.

Aqueles que nascem sob tais condições não cometeram, nesta existência, qualquer erro para justificar uma sorte tão cruel. Sem meios de evitar ou modificar sua situação, tornam-se dependentes da compaixão alheia.

Por que, então, há seres tão desventurados ao lado de outros tão privilegiados?

E as crianças que sofrem e morrem precocemente? O que fizeram essas almas recém-criadas para suportar tantas misérias e merecer uma punição ou recompensa, sem terem tido tempo de praticar o bem ou o mal?

Todo efeito tem uma causa. Se admitimos a existência de um Deus justo, essa causa deve ser igualmente justa. Como a causa sempre precede o efeito, e não está presente na vida atual, deve remontar a existências anteriores.

Se sofremos, é porque erramos. Se não erramos nesta vida, foi em outra.

O homem nem sempre recebe a consequência de suas faltas na existência presente, mas jamais escapa a elas. A prosperidade do ímpio é passageira; se ele não expia hoje, expiará amanhã. Por outro lado, quem sofre já está resgatando suas faltas passadas.

Assim, a infelicidade aparentemente imerecida tem sua razão de ser, e quem sofre pode sempre dizer: "Perdoai-me, Senhor, porque pequei."


Fonte do estudo: Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Capitulo 5 - Item 6

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