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O Poder das Palavras: sua força espiritual e as consequências que geram

                             As palavras nunca são neutras. No entendimento espírita, elas constituem forças vivas, carregadas de intenção, sentimento e direção. Cada palavra pronunciada é uma emissão de energia que se propaga no campo espiritual, alcançando o outro e retornando, inevitavelmente, ao próprio emissor. A literatura espírita nos ensina que a palavra não é apenas som articulado, mas pensamento exteriorizado. E o pensamento, como força criadora, modela realidades, influencia estados emocionais e estabelece vínculos vibratórios. Por isso, compreender o poder das palavras é assumir responsabilidade moral sobre aquilo que pensamos, dizemos e sustentamos intimamente. Nesse sentido, a palavra assume papel decisivo na construção do próprio destino espiritual. Cada expressão verbal reforça hábitos mentais, educa — ou deseduca — emoções e imprime registros sutis no perispírito. Ao longo do tempo, palavra...

Intervenção de Deus nas penas e recompensas.


Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é muito pequeno perante a bondade de Deus.

Deus tem suas leis que regulam todas as nossas ações. Se violas é vossa falta.

Quando um homem comete um excesso, Deus não pronuncia um julgamento contra ele, para te dizer por exemplo: Fostes guloso, e vou te punir. Mas, traçou um limite. As doenças e, frequentemente, a morte, são a consequência dos excessos. Eis ai a punição, que é resultado da infração à lei. Assim é tudo.

Todas nossas ações estão submetidas às leis de Deus. Não há nenhuma, por insignificante que pareça, que não possa lhe ser a violação. Se suportamos as consequências dessa violação, devemos imputar as nós mesmos, e assim fazemos os próprios artífices de nossa felicidade ou de nossa infelicidade futura.

Essa verdade se torna sensível pelo apólogo seguinte:

"Um pai deu aos seu filho a educação e a instrução, que dizer, os meios de saber se conduzir. Ele lhe cede um campo para cultivar e lhe diz: Eis a regra a seguir e todos os instrumentos necessários para tornar esse campo fértil e assegurar tua existência. Dei-te instruções para compreender essa regra, se seguires, teu campo produzirá muito e te proporcionará o repouso na tua velhice. Caso contrário, não produzirá nada e morrerás de fome. Dito isso, deixa-o agir a sua vontade."

O filho será, pois, na velhice, feliz ou infeliz segundo tenha seguido ou negligenciado a regra traçada por seu pai.

Deus é ainda mais previdente, porque nos adverte, a cada instante, se fazemos bem ou mal. Ele nos envia Espíritos para nos inspirar, mas não os escutamos.

Há ainda a diferença de que Deus, dá sempre ao homem um recurso nas suas novas existências para reparar seus erros passados, enquanto que o filho de quem falamos, não o tem mais, se empregou mal seu tempo.

OHNM

Bibliografia: Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Questões 963 e 964

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