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Destaques

Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

Os Laços Espirituais e a Verdadeira Família


Os laços de sangue não são, necessariamente, os que realmente unem os Espíritos. O corpo nasce do corpo, mas o Espírito é preexistente e independente, tendo sua origem muito antes da formação física.

O pai e a mãe fornecem ao filho o material envoltório para sua nova jornada terrena, mas não são os criadores de seu Espírito. No entanto, cabe-lhes a sublime missão de guiá-lo, auxiliando em seu desenvolvimento moral e intelectual para que evoluir possa e cumprir seu propósito.

Frequentemente, os Espíritos reencarnam em uma mesma família, principalmente entre parentes próximos. São almas afins, ligadas por laços de amor e camadas de existências anteriores, cuja conexão se manifesta em afeto e harmonia durante a vida terrena.

Por outro lado, há também Espíritos que, apesar de nascerem sob o mesmo teto, não fazem avaliações passadas. São aqueles que trazem antigas desavenças e encontram-se novamente para superar desafios, aprender a amar e crescer espiritualmente. Esse convívio, às vezes marcado por antagonismos e dificuldades, representa uma oportunidade de aprendizado e resgate, sendo uma verdadeira prova para todos os envolvidos.

Os verdadeiros laços familiares não são apenas os de consanguinidade, mas sim os que se constroem na sintonia dos pensamentos, sentimentos e valores compartilhados. Esses laços científicos transcendem a vida física, permanecendo vivos antes, durante e depois da existência terrena.

Enquanto as famílias baseadas apenas nos vínculos corporais são transitórias, sujeitas às situações do tempo e da matéria, as famílias unidas pelos laços espirituais são rigorosas e se fortalecem à medida que evoluem. Esses Espíritos afins se reencontram ao longo de suas jornadas, alegrando-se com cada progresso conquistado e seguindo juntos, fortalecidos pelo amor e pela profundidade, nas múltiplas experiências da existência.


Fonte do estudo: Evangelho Segundo o Espiritismo- Allan Kardec - Capítulo 14

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