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Possessão Existe? Veja a Diferença para Obsessão Segundo A Gênese de Allan Kardec

Quando estudamos A Gênese , especialmente o capítulo XIV (itens 45 a 49), percebemos que Allan Kardec faz uma distinção muito clara — e ao mesmo tempo profunda — entre dois fenômenos frequentemente confundidos: obsessão e possessão. Embora ambos envolvam a influência dos Espíritos sobre os encarnados, a natureza, intensidade e dinâmica desses processos são bastante diferentes. Vamos entender isso de forma clara, direta e ao mesmo tempo aprofundada. 🔹 O que é obsessão? A obsessão é a ação persistente de um Espírito inferior sobre um indivíduo . Não é algo raro — pelo contrário, faz parte da realidade espiritual da humanidade. Ela pode acontecer em diferentes níveis: Leve → influência moral, como pensamentos negativos insistentes Média (fascinação) → a pessoa passa a acreditar cegamente em ideias erradas Grave (subjugação) → pode afetar até o corpo físico e a vontade Ou seja, na obsessão, o Espírito " não toma o corpo da pessoa" , mas influencia sua mente, suas e...

Piedade Filial: O Verdadeiro Significado de Honrar Pai e Mãe


"Honrai vosso pai e vossa mãe" – assim determina o mandamento divino, que é uma consequência direta da lei do amor e da caridade. Não se pode amar verdadeiramente ao próximo sem antes amar e respeitar aqueles que nos deram a vida.

O termo honrar vai além do simples respeito. Ele carrega consigo o dever da gratidão, da obediência, da dedicação e da consideração. Deus, ao estabelecer esse princípio, nos ensina que ao amor devemos acrescentar a atenção, o cuidado e a submissão respeitosa.

Honrar pai e mãe não significa apenas tratá-los com deferência, mas também ampará-los na necessidade, proporcionar-lhes conforto na velhice e retribuir-lhes, com carinho e dedicação, os cuidados que nos dispensaram na infância. É na atenção e na solicitude para com os pais idosos e desprovidos de recursos que se revela a verdadeira piedade filial.

Muitos filhos acreditam cumprir esse dever apenas garantindo aos pais o mínimo necessário para sobreviver, sem privarem-se de seus próprios luxos. No entanto, o verdadeiro amor se manifesta não apenas no sustento material, mas também na oferta das pequenas alegrias, dos gestos de ternura e da presença afetuosa. É esse amor generoso e dedicado que Deus reconhece como verdadeira piedade filial.

Ai daqueles que esquecem o que devem a quem os sustentou na infância, que lhes deu não apenas a vida material, mas também a orientação moral e espiritual! Aqueles que abandonam ou desprezam seus pais serão punidos pela mesma ingratidão, seja nesta existência ou em futuras reencarnações, onde sentirão na própria pele o sofrimento que impuseram.

É verdade que nem todos os pais cumprem seus deveres com zelo e amor. No entanto, não cabe aos filhos julgá-los ou puni-los, mas sim a Deus, cuja justiça se manifesta no tempo certo. Talvez, em outra vida, esses filhos tenham falhado como pais e agora colham o resultado de suas próprias ações.

Se a caridade nos ensina a retribuir o mal com o bem, a sermos indulgentes com as imperfeições alheias e a perdoarmos até mesmo nossos inimigos, quanto maior deve ser essa obrigação para com nossos pais! Amar, respeitar e cuidar deles é mais do que um dever: é uma honra e um testemunho do verdadeiro amor cristão.

Fonte do estudo: Evangelho Segundo Espiritismo - Allan Kardec - Capítulo 14



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