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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

O bem sempre nasce das ruínas do mal

Há momentos na vida em que tudo parece desabar. Projetos ruem, relações se desfazem, a saúde vacila, a esperança enfraquece. Nessas horas, a dor grita mais alto que a razão, e perguntamos, quase em desespero: por quê? A Doutrina Espírita, porém, convida-nos a olhar além da aparência imediata do sofrimento. Ela nos ensina que o mal, embora real em seus efeitos, não é um fim em si mesmo, mas um instrumento transitório no processo de crescimento da alma. Das ruínas do mal, quando compreendidas e trabalhadas, o bem sempre pode nascer — mais lúcido, mais forte, mais consciente.

Em O Livro dos Espíritos, nas questões 629 a 648, Allan Kardec aprofunda a reflexão sobre o bem e o mal, mostrando que o mal não foi criado como destino, mas surge da ignorância, do orgulho e do uso imperfeito do livre-arbítrio. O ser humano aprende, muitas vezes, não pelo caminho suave, mas pelo contraste. Assim como o corpo reage à doença produzindo anticorpos, o espírito amadurece ao enfrentar as consequências de suas escolhas. O mal, nesse sentido, torna-se o remédio amargo que desperta a consciência, jamais a sentença definitiva.

O Evangelho Segundo o Espiritismo reforça essa lógica pedagógica da vida espiritual ao afirmar que não há dores inúteis. As provas, as lutas e até mesmo as quedas possuem finalidade educativa. Aquilo que hoje nos fere pode ser, amanhã, a base da nossa fortaleza moral. Não se trata de glorificar o sofrimento, mas de compreender que ele não é arbitrário nem sem sentido. Deus não improvisa destinos. Ele escreve sempre certo por linhas certas, ainda que, muitas vezes, nossos olhos limitados não consigam ler o texto completo.

No capítulo 24, itens 13 a 16, o Evangelho fala da coragem e da fé que não se apoiam em promessas vazias, mas na confiança racional na justiça divina. A fé verdadeira não ignora a dor, não nega as lágrimas, não exige explicações imediatas. Ela sustenta. Ela mantém o espírito de pé quando tudo parece perdido. Coragem, aqui, não é ausência de medo, mas a decisão íntima de não desistir, mesmo quando o medo se faz presente.

Quantas vezes o mal se apresenta como destruição completa, quando, na realidade, está apenas removendo estruturas frágeis? Há perdas que doem porque arrancam o que já não podia permanecer. Há fracassos que humilham porque desmontam ilusões necessárias de serem desfeitas. A Doutrina Espírita nos mostra que o bem verdadeiro não nasce da acomodação, mas da transformação. E toda transformação profunda exige ruptura, exige ruína do que é falso, superficial ou orgulhoso.

Para quem sofre de solidão, insatisfação ou pensamentos de desistência, essa visão não é um consolo fácil, mas um convite honesto à resistência interior. Você não está esquecido. Você não é invisível. O silêncio de Deus não é abandono, é maturação. Muitas vezes, Ele caminha ao nosso lado em silêncio, respeitando o tempo da nossa compreensão. O Pai não retira o fardo antes que tenhamos forças para sustentá-lo, mas também não o mantém além do necessário.


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O bem que nascerá das ruínas do mal não será ingênuo. Será consciente. Não será frágil. Será firme. Será um bem que conhece a dor, mas escolhe o amor; que reconhece as sombras, mas opta pela luz; que entende o sofrimento, mas não se curva ao desespero. Continuar acreditando, mesmo sem entender tudo, é um ato de fé madura. Persistir, mesmo cansado, é um gesto de coragem espiritual.

Se hoje sua vida parece um campo de escombros, lembre-se: o solo revolvido é o mesmo onde a semente encontra espaço para germinar. Nada está perdido. O que parece fim pode ser preparo. O que parece castigo pode ser correção amorosa. E o que hoje machuca pode, amanhã, sustentar outros corações.

O bem sempre nasce das ruínas do mal — não por acaso, mas por lei divina. E essa lei, justa e misericordiosa, também está agindo em sua vida. Mesmo agora. Mesmo aí onde você está.

Acredita. Confia. Siga. 💪 💜 🙏

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

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