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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

O Intercâmbio Espiritual no Cristianismo: Dos Tempos Bíblicos aos Médiuns de Hoje

A Doutrina Espírita nos esclarece que todos somos médiuns, porque todos, em maior ou menor grau, somos sensíveis à influência do mundo espiritual. Alguns possuem a mediunidade latente, silenciosa, manifestada por intuições, inspirações repentinas, pressentimentos e impulsos morais. Outros a apresentam de forma ostensiva, clara e perceptível, com fenômenos de comunicação, vidência, audiência, psicografia ou efeitos físicos. A diferença não está no privilégio, mas no grau de sensibilidade e na tarefa que cada Espírito assume perante a vida.

Todo ser humano pode ouvir a voz da consciência e as inspirações do plano espiritual. No entanto, nem todos escutam, e muitos apenas ouvem aquilo que desejam. O orgulho, o egoísmo e as paixões ainda dominantes fazem com que a criatura selecione as vozes que confirmam seus interesses, ignorando os chamados mais elevados. Por isso, Allan Kardec esclarece que a mediunidade, por si só, não santifica ninguém; ela apenas revela o que o médium é por dentro.

Nesse sentido, encontramos diferentes posturas mediúnicas. Há os médiuns egoístas, que utilizam o dom para proveito pessoal, buscando destaque, vantagens ou superioridade. Existem os médiuns orgulhosos, fascinados pela própria faculdade, que se acreditam infalíveis e se tornam presas fáceis da mistificação espiritual. E há o médium espírita-cristão, consciente de que a mediunidade é instrumento de serviço, educação da alma e caridade contínua. Este último compreende que o dom não lhe pertence; foi-lhe confiado.

Quando o médium não cultiva boa conduta moral, disciplina e humildade, as consequências surgem de forma natural. A mediunidade, sendo uma faculdade orgânica, não é retirada por Deus como punição; entretanto, pode tornar-se confusa, desequilibrada ou até dolorosa, em razão da sintonia inferior estabelecida pelo próprio médium. Nessas condições, ele passa a sofrer a influência de Espíritos levianos, pseudo-sábios ou moralmente atrasados. Muitos médiuns que cobram por atendimentos realmente possuem faculdade mediúnica, porém se encontram sob a direção de Espíritos de baixa elevação moral, que gostam de dar ordens, fazer previsões absolutas, interferir no livre-arbítrio das pessoas e oferecer conselhos impositivos. Os Espíritos Superiores não agem dessa forma: são cautelosos, respeitam profundamente a liberdade humana, orientam sem impor e utilizam linguagem elevada, serena e esclarecedora. Onde há exploração, vaidade e autoritarismo, não há superioridade espiritual, mas fascinação.

Por essa razão, o estudo sério da Doutrina Espírita torna-se indispensável. Sem conhecimento, disciplina e evangelização interior, os fenômenos podem confundir, iludir e até desequilibrar. O Livro dos Médiuns é claro ao afirmar que o desenvolvimento mediúnico deve caminhar junto com o esclarecimento moral, pois não basta ver, ouvir ou escrever; é preciso compreender e sentir.

Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Franco, no livreto Responsabilidade, ensina com profundidade:
O intercâmbio entre os Espíritos e os homens, disciplinado e sob coordenação superior, constitui um dos fastos mais comovedores e nobres do cristianismo.

Esse intercâmbio não é novidade da modernidade. Ele atravessa a história sagrada. Zacarias recebeu a visita de um ser angélico que lhe anunciou o renascimento de João Batista. Maria foi visitada pelo anjo Gabriel, que lhe revelou a vinda de Jesus. José, em sonhos lúcidos, recebeu orientações espirituais para proteger o Menino. No templo, a profetisa Ana identificou o Messias sob a influência psíquica de uma entidade feliz. Simeão, tomado por profunda inspiração espiritual, homenageou o Cristo recém-nascido. Em Gadara, Jesus dialogou com Espíritos infelizes que obsediavam um homem, libertando-o pelo amor e pela autoridade moral. Após a morte física, o Mestre retornou para falar com os discípulos, instruí-los e consolá-los.

É importante reconhecer que a mediunidade não se restringe aos centros espíritas nem aos que se identificam formalmente com o Espiritismo. Em igrejas e templos de diferentes denominações cristãs, há padres, pastores e líderes religiosos que são médiuns, ainda que não utilizem essa nomenclatura. Muitos apresentam clara inspiração intuitiva, sensibilidade espiritual acentuada, percepções extrafísicas, sonhos reveladores e forte capacidade de consolar e orientar sob influxo espiritual. No entanto, por falta de esclarecimento doutrinário, tais manifestações são frequentemente interpretadas como dons exclusivos, unção divina ou ação direta do Espírito Santo, quando, na verdade, correspondem a faculdades mediúnicas naturais do ser humano. O Espiritismo não desmerece essas experiências; ao contrário, esclarece que o intercâmbio espiritual é universal e ocorre conforme o grau de preparo moral e intelectual de cada indivíduo, independentemente do rótulo religioso que adote.

Todos esses fatos são manifestações mediúnicas sublimes, integradas ao plano divino. Hoje, no mundo dos médiuns contemporâneos, os dons continuam os mesmos, embora adaptados à maturidade espiritual da humanidade. Uns veem, outros ouvem, outros sentem, escrevem, intuem ou consolam. Qual é a função disso? Servir. Esclarecer. Amparar os encarnados e desencarnados, sem espetáculo e sem vaidade.

O médium consciente sabe que sua maior responsabilidade é ajudar a todos, começando pela própria transformação moral. A mediunidade é caminho de educação interior, renúncia e amor. Quando exercida com humildade, estudo e caridade, ela se torna uma ponte luminosa entre os dois mundos, repetindo, em escala humana, aqueles feitos extraordinários que marcaram a história do Cristianismo e que continuam, silenciosamente, a escrever a história espiritual da humanidade.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

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