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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

Quando a lei de amor e de caridade for a lei da humanidade

Há séculos a humanidade sonha com a paz, mas raramente se dispõe a construir os alicerces que a sustentam. Fala-se em fraternidade, mas as relações humanas ainda se apoiam, em grande parte, em interesses, disputas e desigualdades. O Espiritismo, ao iluminar a compreensão da vida e do destino humano, nos lembra que a verdadeira transformação do mundo não começa pelos decretos dos governos, nem pelos avanços materiais, mas pela adoção de uma linguagem que todos os corações podem compreender: a linguagem do amor.

O idioma universal: Scheila e a linguagem do coração

No capítulo "Idioma Universal" de Convites ao Coração, o Espírito Scheila, pela psicografia de João Nunes Neto, nos recorda que Jesus anunciou um tempo em que haveria "um só rebanho e um só pastor" — uma imagem que aponta para uma era de entendimento espiritual entre os povos. Scheila afirma que, embora a razão e o desenvolvimento intelectual tenham gerado muitas línguas e dialetos, facilitando o progresso material, também criaram barreiras ao entendimento da verdade.

"Jesus não se esqueceu de dizer que nos fins dos tempos haveriam um só rebanho e um só pastor, que haveria uma só linguagem para todos os povos. Notamos que o homem, devido à sua razão e ao desenvolvimento de sua inteligência, fez nascer muitas línguas e dialetos e em vez de melhorar, dificultou o entendimento da verdade."

Scheila explica que o amor cuida de todos nós, guiando-nos à luz da universalidade. As tensões do mundo nascem, muitas vezes, do orgulho e do egoísmo — manifestações que levam coletivos a reivindicar privilégios e a fechar-se em identidades que justificam a exclusão. Para ela, a grande pergunta é retórica: qual alma do mundo poderia mudar a linguagem do amor e da caridade? A resposta implícita é que a linguagem do amor é soberana e independe das divisões humanas.

Conforme ela nos convida, quem fala com amor é compreendido: não por coincidência, mas pelo efeito transformador da caridade em ação. Amor praticado não é mero sentimentalismo; é força ativa que alivia, ampara e integra sem distinção. Quando o amor chega ao coração das sociedades, o que não for bom tende a se desmanchar, abrindo caminho para uma fraternidade real entre as nações — fundada no reconhecimento de um só Deus, um só pastor e uma só verdade.

A proposta do Evangelho: mansuetude, pacificação e caridade

As máximas evangélicas confirmam essa mudança de eixo. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 9, encontramos afirmações que reorientam a conduta humana:

"Bem-aventurados aqueles que são brandos, porque eles possuirão a terra." (São Mateus 5:4)

"Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus."(São Mateus 5:9)

Por meio de São Mateus, Jesus eleva a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade e a paciência à condição de lei moral. Não se trata apenas de evitar o homicídio — é necessário combater a cólera, a violência verbal, a grosseria e toda expressão que viole a dignidade do próximo. A caridade, nessa perspectiva, não é só dar bens materiais: é antes de tudo atitude relacional que promove a concórdia, dissolve animosidades e cultiva a união.

Assim, o texto evangélico proclama que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é o primeiro mandamento para quem segue o Cristo. Quando a humanidade priorizar os bens do céu sobre as riquezas efêmeras da Terra, o fraco e o pacífico deixarão de ser explorados e esmagados pelo mais forte e agressivo.

Realismo e prática: a construção gradativa da regeneração

É fundamental não romantizar a transformação social. O Espiritismo não promete uma utopia imediata; apresenta a regeneração como processo gradual. A lei de amor e de caridade tornar-se-á a norma dos povos pela soma de esforços individuais e coletivos ao longo do tempo. A Terra não muda por decreto, mas pela mudança de hábitos, de prioridades e de sentimentos.

No mundo atual — marcado pelo imediatismo, pela competição e pelo materialismo — o desafio é grande. A cultura do acúmulo e da aparência ainda sustenta estruturas que valorizam o ter em detrimento do ser. Mesmo assim, o movimento espiritual da humanidade é progressivo: velhos sistemas que se valem da força acabam cedendo espaço a relações mais colaborativas.

Portanto, afirmar que a lei do amor será a lei da humanidade não significa negar as dificuldades do presente. Significa, isso sim, reconhecer uma direção de fundo na história: a evolução espiritual coletiva caminha rumo à fraternidade prática. Para isso, é preciso coragem moral — isto é, coerência entre o discurso e a ação.

Como agir no cotidiano: pequenas escolhas, grande transformação

A transformação começa no trato diário. Não pede heroísmos, mas pequenas renúncias: responder com calma onde o impulso pede ofensa; preferir a paciência onde a vingança sussurra; acolher em vez de desprezar; escutar em vez de impor um veredito. São essas atitudes corriqueiras que sedimentam uma cultura nova, porque modelam o caráter e influenciam o ambiente social.

Ao falarmos consistentemente a linguagem do amor, transformamos relações. Essa linguagem não requer fluência intelectual, mas maturidade do coração: solidariedade sem espetáculo, perdão com sinceridade, respeito nas pequenas interações. Assim, o acúmulo de práticas caridosas produz efeitos coletivos que nenhum decreto consegue replicar.

Conclusão: fé lúcida e ação responsável

A lei de amor e de caridade será, no futuro que se aproxima, a lei da humanidade — não por capricho místico, mas por necessidade evolutiva. A voz de Scheila e os ensinamentos do Evangelho apontam para um destino comum: a universalidade do idioma do coração. Seguimos, todavia, ancorados à realidade; a regeneração é lenta e exige esforço pessoal e social.

Enquanto essa realidade não for plena, estamos convidados a viver o idioma universal hoje: amar sem distinção, praticar a caridade com espiritualidade, cultivar a paciência e a brandura. Nada disso é utopia; é prática diária. E é dessa prática que nascerá, passo a passo, o mundo em que a mansuetude herdará a Terra — um mundo onde a linguagem do amor será, finalmente, compreendida por todos.

Reflexão inspirada por Convites ao Coração (João Nunes Neto — Espírito Scheila) e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 9 item 1 a 5.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo



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