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Sono nas Reuniões Espíritas: Cansaço ou Influência Espiritual? Entenda à Luz da Doutrina Espírita

O fenômeno do sono durante reuniões espíritas — especialmente nas atividades mediúnicas e de desobsessão — é um tema de grande relevância na literatura espírita, pois envolve não apenas aspectos físicos, mas também espirituais e psíquicos. Longe de ser um detalhe trivial, o adormecimento frequente pode representar tanto uma limitação orgânica quanto um sinal de interferência espiritual que merece atenção, vigilância e discernimento. De acordo com os estudos apresentados por Suely Caldas Schubert, na obra Obsessão e Desobsessão , sentir sono durante as reuniões pode, em algumas situações, ser consequência natural da fadiga física. Afinal, muitos trabalhadores chegam às casas espíritas após um dia exaustivo de atividades profissionais e compromissos pessoais. Contudo, a autora adverte que nem sempre essa sonolência é apenas fisiológica. Em muitos casos, trata-se de um fenômeno induzido pela influência de Espíritos que, direta ou indiretamente, interferem no campo vibratório do médium ou ...

A influência dos espíritos na natureza e nas coisas da terra

Dentro da visão espírita apresentada por diversos autores da espiritualidade, a Terra não é um corpo inerte perdido no espaço, mas um organismo vivo, pulsante, integrado por planos visíveis e invisíveis que se interpenetram. Nada existe ao acaso. Desde os movimentos dos oceanos até o sopro do vento, desde a germinação silenciosa de uma semente até a força majestosa das montanhas, tudo é acompanhado, orientado e assistido por inteligências espirituais a serviço da Lei Divina.

No livro Iniciação – Viagem Astral, psicografado por João Nunes Maia pelo Espírito Lancellin, com a valiosa colaboração do Espírito Miramez, encontramos explicações profundas sobre esse trabalho invisível que sustenta a vida planetária. No capítulo “Aprendizado”, Miramez esclarece que cada espírito cumpre seu destino em diferentes épocas e campos de atuação: na Terra, na água, no ar, nos diversos reinos da natureza. Partindo da premissa fundamental de que Deus é o Supremo Criador de todas as coisas, compreendemos que Ele, como Inteligência Maior, criou todos os seres para cooperarem — em regime de coajuda — na expansão infinita da Criação.

Nada está fora desse plano. Jesus Cristo, apresentado pela Doutrina Espírita como o Diretor Espiritual da Terra, coordena legiões incontáveis de espíritos que trabalham na manutenção, no equilíbrio e no progresso do planeta. Muitos desses espíritos atuam conscientemente; outros, ainda em estágios primários de entendimento, colaboram de forma quase instintiva, obedecendo às leis naturais que regem a vida. Ainda assim, todos estão inseridos na engrenagem divina do amor, que é o alicerce de tudo.

Os mares, por exemplo, não são apenas vastidões de água regidas por forças físicas. Eles são divididos em campos de trabalho espiritual, assim como a terra firme e o ar atmosférico. Desde o protozoário microscópico até a imensidão da baleia, nenhuma forma de vida marinha está desassistida. Espíritos especializados nesse ramo de serviço acompanham os ciclos da vida nos oceanos, zelando pela harmonia, pela reprodução e pela continuidade das espécies, dentro dos desígnios de Deus.

O mesmo ocorre com a flora e a fauna terrestre. Montanhas, campinas, lavouras, cerrados, matas, horticultura, floricultura, pecuária — tudo recebe as bênçãos divinas através de espíritos adestrados nessas áreas específicas. Esses trabalhadores do bem não criam a vida, pois a vida emana de Deus, mas orientam, sustentam e equilibram os processos naturais, garantindo que a Lei se cumpra mesmo diante das interferências humanas.

O ar e o fogo, elementos frequentemente incompreendidos, também possuem falanges espirituais responsáveis por sua orientação. As chuvas, as tempestades, os tufões e os furacões, que muitas vezes são vistos apenas como forças destruidoras, exercem papel importante na limpeza da atmosfera espiritual do planeta. Miramez explica que esses fenômenos auxiliam na dispersão do magnetismo inferior acumulado na psicosfera terrestre, grande parte dele gerado pelo próprio homem, através do descuido com a higiene mental, do ódio, da violência, da prepotência e das guerras fratricidas.


Quando a natureza parece estar “em fúria”, como dizem muitos, especialmente nos terremotos e grandes abalos, ela está, na verdade, respondendo aos desequilíbrios provocados pela humanidade. A chamada “química mental distonante” — feita de egoísmo desmedido, imprudência moral e desarmonia coletiva — repercute nos planos sutis da Terra, exigindo processos de reajuste. Os trovões e relâmpagos, por sua vez, atuam como verdadeiros desintegradores de miasmas espirituais que se acumulam na atmosfera, miasmas esses profundamente ligados aos sentimentos inferiores, entre eles o abuso do sexo, fruto de uma filosofia de deturpação de um atributo sagrado da vida.

Apesar de toda essa assistência constante, Miramez é claro ao afirmar que os espíritos não fazem aquilo que compete ao homem realizar. A cada um de nós — encarnados ou desencarnados — foi reservado um dever específico, e somente nós podemos cumpri-lo. Um espírito benfeitor pode libertar temporariamente um obsidiado da influência de um irmão infeliz, mas, se a criatura não modifica seus pensamentos, sentimentos e atitudes, voltará a buscar as mesmas companhias espirituais. Por isso, muitas vezes, a dor, os problemas e até a desencarnação se tornam instrumentos educativos. Cada espírito recebe as lições de que necessita, no tempo certo.

Existem almas que ainda não conseguem ouvir a voz do Mestre. Para essas, o tempo — esse grande educador — se encarrega de ensinar, pouco a pouco, as verdades que hoje são rejeitadas. Nada se perde, nada se precipita. Tudo segue o ritmo da Justiça e do Amor Divinos.

Compreender a atuação dos espíritos na natureza é, portanto, ampliar nossa responsabilidade moral. Se a Terra é assistida em todos os seus departamentos, também nós somos convidados a colaborar, começando pela reforma íntima, pelo cuidado com nossos pensamentos e pela vivência do amor no cotidiano. A natureza responde ao homem conforme o homem responde à vida.

Para aprofundar o entendimento sobre os seres espirituais ligados aos fenômenos naturais, indico a leitura do artigo “Espíritos da Natureza”.

E, no tocante à influência dos espíritos em nossos pensamentos, escolhas e experiências de vida, recomendo também o artigo “Influência dos Espíritos em Nossas Vidas”

Ambos os textos complementam essa reflexão e nos ajudam a perceber que viver em harmonia com a natureza é, antes de tudo, viver em sintonia com as Leis de Deus.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

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