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Ajudar ou se afastar do obsidiado? A obsessão espiritual e o cuidado com a própria vibração

Em muitas situações da vida, o conflito não nasce da diferença entre o certo e o errado, mas da dificuldade humana de lidar com o cuidado. Quando nos importamos verdadeiramente com alguém, é natural que desejemos auxiliar, alertar e orientar. Nem sempre esse impulso nasce da vaidade ou do desejo de impor uma verdade pessoal, mas do afeto sincero e da responsabilidade moral.

Entretanto, há pessoas que não conseguem perceber que estão errando, nem enxergar como vêm conduzindo a própria vida. Suas escolhas repetidas, seus comportamentos destrutivos e a resistência a qualquer orientação revelam algo mais profundo do que simples teimosia. À luz do Espiritismo, muitas dessas situações podem estar associadas à influência espiritual persistente, conhecida como obsessão.

A influência espiritual no cotidiano

A Doutrina Espírita ensina que vivemos em constante intercâmbio com o mundo espiritual. Pensamentos, emoções e atitudes criam sintonia. Quando alguém se mantém em padrões de desequilíbrio — orgulho, revolta, vícios morais, culpa ou ressentimento — estabelece um campo vibratório favorável à aproximação de Espíritos igualmente desequilibrados.

Em alguns casos, essa influência torna-se tão intensa que médiuns conseguem perceber claramente a presença do obsessor junto ao encarnado, interferindo em pensamentos, emoções e decisões. Há relatos na vivência mediúnica de sinais simbólicos dessa dominação, demonstrando o quanto o indivíduo se encontra submetido a forças espirituais perturbadoras.

Por que ajudar gera rejeição?

Quando alguém tenta alertar, orientar ou esclarecer, muitas vezes passa a ser visto como inimigo. A presença de quem deseja o bem provoca irritação, ódio e repulsa. Isso ocorre porque o obsessor não deseja perder o domínio que exerce. O auxílio verdadeiro ameaça a manutenção da influência espiritual negativa.

Nessas situações, a pessoa tende a se afastar de quem a ama e a se aproximar de companhias que reforçam seus erros. São os falsos amigos, que não confrontam, não alertam e não exigem transformação, além de Espíritos afins que alimentam o mesmo padrão vibratório.

O que diz a literatura espírita

A literatura espírita esclarece que muitas obsessões não surgem ao acaso. No livro Temas da Vida e da Morte, psicografado por Divaldo Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, aprendemos que essas ligações frequentemente obedecem a gêneses profundas, provenientes de reencarnações anteriores. Ódios antigos reaparecem, manifestando-se como conflitos intensos, perturbações emocionais e comportamentos destrutivos.

Essas psicopatologias espirituais costumam ser explicadas apenas por fatores psicológicos ou sociais. Embora esses fatores existam e devam ser considerados, o Espiritismo convida ao exame mais profundo das causas reais, mostrando que a obsessão se intensifica até que a criatura se reconheça como filha de Deus e decida avançar pelas vias do amor.

No livro Nos Bastidores da Obsessão, Manoel Philomeno de Miranda através da psicografia de Divaldo Franco nos diz: " Justapondo-se sutilmente cérebro a cérebro, mente a mente, vontade dominante sobre vontade que se deixa dominar, órgão a órgão, através do perispírito pelo qual se identifica com o encarnado, a cada cessão feita pelo hospedeiro, mais coercitiva se faz a presença do hóspede, que se transforma em parasita insidioso..."

Ajudar ou se afastar?

Diante desse cenário, surge uma questão delicada e necessária: devemos nos afastar dessas pessoas, permitindo que sigam o próprio caminho?

O Espiritismo orienta o equilíbrio. A caridade não exige sacrifício inconsequente nem exposição contínua ao sofrimento. Quando o diálogo já não é possível e a convivência passa a gerar desgaste emocional e espiritual profundo, o afastamento pode ser um ato de amor e prudência.

Afastar-se não é abandonar. É mudar a forma de ajudar. É sair do confronto direto e entrar no campo da prece, do pensamento elevado e da confiança no tempo divino, respeitando o livre-arbítrio do outro.


A terapêutica espírita segundo Suely Caldas Schubert

Com base no livro Obsessão e Desobsessão, a terapêutica espírita apresenta caminhos claros e acessíveis:

Tratamento das obsessões – Processo gradual, baseado no esclarecimento, na perseverança e na disciplina moral.

O valor da prece – A oração sincera eleva a vibração, rompe sintonia com influências inferiores e fortalece espiritualmente quem ora.

A necessidade da reforma interior – Sem mudança íntima, não há libertação duradoura.

A ação do pensamento – O pensamento é força criadora e estabelece sintonia espiritual.

O poder da vontade – A vontade firme fortalece o Espírito e reduz a vulnerabilidade obsessiva.

A terapia da caridade – O bem praticado com desinteresse harmoniza o perispírito e cria proteção vibratória.

Os recursos espíritas – Passe, atendimento fraterno, estudo doutrinário e reuniões mediúnicas sérias.

A importância da fluidoterapia – Auxilia no reequilíbrio energético e espiritual.

Orientação à família do obsidiado – Esclarecimento, acolhimento e equilíbrio emocional são fundamentais.

O culto do Evangelho no Lar – Cria um núcleo de luz e proteção espiritual no ambiente doméstico.

Conclusão

Ajudar nem sempre é permanecer. Amar, muitas vezes, é respeitar o tempo do outro, sem se afastar do bem. O Espiritismo nos ensina que ninguém está perdido aos olhos de Deus. Cada Espírito caminha rumo à luz no momento certo, sustentado pela misericórdia divina e pelas oportunidades de aprendizado que a vida oferece.

Para proteger-se das influências obsessivas, encarnados e médiuns devem investir, antes de tudo, na vigilância íntima. A disciplina mental, a prece diária, o cultivo de bons pensamentos e sentimentos, a leitura edificante e a prática constante do bem formam um campo de defesa natural contra Espíritos perturbadores. O médium, em especial, precisa compreender que sua sensibilidade exige responsabilidade redobrada: equilíbrio emocional, vida moral coerente, compromisso com a reforma íntima e participação regular em atividades espirituais sérias são recursos indispensáveis para evitar sintonia com entidades inferiores.

"As imperfeições morais do obsidiado constituem, frequentemente, um obstáculo à sua libertação." - O Livro dos Médiuns, item 252

Identificar e tratar a obsessão requer humildade e busca de auxílio adequado. Frequentar um centro espírita sério, comprometido com o estudo, a caridade e a orientação fraterna, é passo fundamental. O atendimento fraterno, o passe, a fluidoterapia, o estudo doutrinário e, quando necessário, o acompanhamento em reuniões de desobsessão oferecem amparo tanto ao obsidiado quanto aos Espíritos envolvidos. Aliado a isso, o Evangelho no Lar fortalece o ambiente doméstico, enquanto a perseverança na transformação moral consolida, pouco a pouco, a verdadeira libertação espiritual.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

Referências Bibliográficas:

FRANCO, Divaldo Pereira. Temas da Vida e da Morte. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador: LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora.

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão e Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica Espíritas. Rio de Janeiro: FEB – Federação Espírita Brasileira.

Artigo Relacionado: O PROCESSO OBSESSIVO: A DOR DO OBSESSOR E A LIBERTAÇÃO DO OBSIDIADO

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