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Onde Realmente Habita Deus? A Presença Divina em Toda Parte

                           

“Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo.” (Mateus, 12:6)

Essa afirmativa de Jesus, aparentemente simples, carrega uma das mais profundas lições espirituais já transmitidas à humanidade. Quando o Cristo declara que ali estava alguém maior que o templo, Ele não falava de si apenas como indivíduo, mas da Lei Divina viva, do princípio espiritual que ultrapassa qualquer construção material, qualquer ritual exterior e qualquer forma institucionalizada de culto. À luz da Doutrina Espírita, essa passagem nos convida a uma reflexão madura sobre a presença de Deus, a verdadeira adoração e o sentido da espiritualidade consciente.

O templo, no contexto judaico da época, representava o centro da vida religiosa. Era o local sagrado, onde se acreditava que Deus se manifestava de maneira especial. No entanto, Jesus rompe com essa concepção limitada e exterior, mostrando que Deus não está restrito a paredes, altares ou símbolos. Ele está em toda parte, porque tudo procede d’Ele. Deus é imanente e transcendente ao mesmo tempo: manifesta-se na criação e, ao mesmo tempo, a ultrapassa infinitamente.

João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez, no livro Filosofia Espírita, reforça essa ideia ao afirmar que “é chegada a época de adorarmos a Deus em espírito e verdade, não aqui ou acolá”. Essa frase ecoa diretamente os ensinamentos do Cristo à mulher samaritana, quando Ele explica que o verdadeiro culto não depende de lugar, mas de estado íntimo. Adorar em espírito e verdade é compreender que o pensamento é o veículo mais direto de comunicação com o Pai e que a sintonia espiritual se estabelece pelo clima interior de obediência às leis divinas, trabalho no bem e amor ao próximo.

Deus se encontra presente em toda a Sua criação: na natureza que nos envolve, no silêncio das florestas, no ritmo das águas, no canto dos pássaros, na simplicidade dos animais, nos irmãos de caminhada que encontramos diariamente. Cada expressão da vida é um reflexo do Criador. No entanto, o homem, ainda preso aos valores transitórios da matéria, insiste em buscar Deus apenas em lugares específicos, muitas vezes suntuosos, acreditando que a grandiosidade exterior represente maior proximidade com o sagrado.


Não há nada de errado em frequentar templos, centros ou casas de oração. Eles cumprem importante papel educativo, de concentração, consolador e fraterno. O equívoco está em acreditar que Deus habita exclusivamente esses espaços, como se estivesse distante da vida comum, do lar simples, do trabalho diário, das lutas silenciosas da alma. A fé verdadeira não se limita ao momento do culto, mas se expressa na forma como vivemos, sentimos, pensamos e agimos.

Segundo Miramez, estamos às portas de grandes renovações espirituais, próprias da transição planetária e da entrada da humanidade em um novo ciclo evolutivo. Quem se recusar a acompanhar essas transformações será naturalmente conduzido a experiências compatíveis com seu nível de compreensão, pois a Lei Divina é justa e educativa. As “ovelhas”, como simboliza o texto, permanecerão no rebanho onde houver sintonia de sentimentos espirituais, onde o amor seja a base das relações e a moral do Cristo seja vivida, e não apenas proclamada.

O homem atual, infelizmente, ainda valoriza excessivamente as coisas passageiras: o poder, a posse, a aparência, o status. Esquece-se dos valores imortais do espírito e, por isso, sofre. Sofre não por castigo, mas por falta de discernimento. Onde o amor ainda não domina, surgem o conflito, a violência, o egoísmo e a dor. É por suas próprias atitudes que o homem, muitas vezes, ainda não conseguiu se libertar completamente da classificação dos seres dominados pelo instinto, aproximando-se mais da força bruta do que da força moral.

Jesus, porém, permanece como o modelo e guia da humanidade. Pensando, falando e agindo com amor e sabedoria, Ele continua conquistando corações, atravessando séculos, culturas e crenças. Sua mensagem avança em todas as direções porque é universal e atemporal. Ele não impôs templos; ensinou caminhos. Não instituiu rituais vazios; exemplificou virtudes vivas. Ele é, como disse, “o caminho, a verdade e a vida”.

Seguir o Cristo é buscar esse caminho interior, desligando-se gradualmente da força bruta — do orgulho, da agressividade, da dominação — e ganhando terreno na força moral, onde o amor se transforma no verdadeiro veículo de paz. É compreender que Deus está mais próximo do que imaginamos, acessível a qualquer momento, bastando silenciar o coração, elevar o pensamento e sentir.

A presença de Deus é graciosa, generosa e constante. Ele se manifesta nas pequenas coisas, nas oportunidades diárias de servir, perdoar, compreender e amar. Reconhecer essa presença exige fé, mas uma fé raciocinada, consciente, que não depende de espetáculos exteriores, e sim de sensibilidade espiritual.

Quando Jesus afirma que ali estava quem era maior que o templo, Ele nos ensina que o verdadeiro santuário é o coração humano iluminado pelo amor. É nele que Deus deseja habitar. É nele que o Cristo quer reinar. E é por meio dele que a humanidade encontrará, finalmente, a paz tão almejada.

Por Alexandre Cunha - O Homem no Mundo

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