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Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

"Dai a César o que é de César" à luz do Espiritismo

 


As palavras de Jesus, "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"  em Mateus 22:21, revela uma profunda reflexão sobre a distinção entre os deveres materiais e espirituais. No Capítulo 11, itens 5, 6 e 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec esclarece que essa lição nos ensina a conciliar as obrigações terrenas com os compromissos superiores da alma.

As leis humanas e os bens materiais têm sua importância na organização da sociedade, e cada indivíduo deve respeitá-los e cumpri-los, sem, contudo, esquecer-se da lei divina. Pagar impostos, respeitar as autoridades e cumprir responsabilidades sociais são deveres legítimos, mas não devem sobrepor-se aos valores morais e espirituais que regem nossa verdadeira evolução.

Jesus nos ensina que, embora devamos viver no mundo e respeitar suas regras, nossa maior lealdade deve ser à lei de Deus. O homem pode possuir riquezas e status sem se deixar escravizar por eles, desde que não perca de vista os princípios de amor, justiça e caridade. A verdadeira grandeza não está no acúmulo de bens terrenos, mas no cultivo das virtudes que enriquecem o Espírito.

Assim, essa passagem nos convida a viver de forma equilibrada: sendo cidadãos responsáveis no plano material, mas jamais esquecendo que nossa maior missão é evoluir espiritualmente. "Dar a Deus o que é de Deus" significa oferecer-Lhe nossa fé, nossa transformação moral e o cumprimento dos Seus ensinamentos, que são eternos e muito superiores a qualquer ordem terrena.

Fonte do estudo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 11, itens, 5, 6 e 7.

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