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Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

Escolhas das Provas


 Antes de reencarnar, o Espírito planeja sua jornada terrena, escolhendo as provas que enfrentará para acelerar seu progresso moral e intelectual. Segundo O Livro dos Espíritos , nas questões 258 a 273, essa escolha é feita com base no que o Espírito precisa aprimorar, levando em consideração suas falhas passadas e o que ainda precisa desenvolver para se elevar.

Nem todas as provas são impostas; muitas vezes, o próprio Espírito deseja passar por desafios difíceis para fortalecer sua vontade, treinar a paciência, ou reparar erros cometidos em vidas anteriores. No entanto, ao encarnar, o véu do esquecimento cobre suas escolhas, e ele precisa enfrentar as dificuldades sem lembrar do planejamento prévio, tornando o mérito do progresso ainda maior.

As provações podem variar de natureza, podendo envolver desafios materiais, dificuldades familiares, enfermidades, e até mesmo encontros com pessoas a quem prejudicou no passado. Cada obstáculo é uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

Se o Espírito quis nascer entre malfeitores ele sabia os riscos que corria, mas não cada ato que poderia enfrentar e praticar, pois esses atos são efeitos de sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. O espírito sabe que escolhendo tal caminho terá de suportar tal gênero de luta, mas não sabe quais acontecimentos o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Apenas os grandes acontecimentos, aqueles que influem sobre o destino, são previstos.

Deus, em Sua infinita justiça e paciência, permite que o Espírito escolha de acordo com sua capacidade de suportar. Nenhuma prova é maior do que as forças que se têm para enfrentá-la. Entretanto, caso falhe, o Espírito não está condenado eternamente, mas terá novas oportunidades para corrigi-lo.

A escolha das provas também explica por que algumas pessoas parecem sofrer mais do que outras: não é castigo divino, mas sim um caminho necessário para evolução. A dor, muitas vezes, purifica e ensina lições valiosas.

Desta forma, compreender que cada dificuldade da vida faz parte de um plano maior ajuda a enfrentar os desafios com mais resignação e coragem. Afinal, tudo que aconteceu tem um propósito: nos tornar melhores e mais próximos da perfeição espiritual.

Fonte de estudo: O Livro dos Espíritos, questões 258 a 273

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