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Maledicência: os murmuradores da vida alheia

                         A meledicência é uma imperfeição da alma. Falar da vida alheia parece, muitas vezes, um hábito inofensivo. Um comentário aqui, uma crítica ali, uma conversa sobre o comportamento de alguém que nem sequer está presente para se explicar. Mas, quando nos acostumamos a procurar os defeitos do próximo e a divulgá-los, transformamos a palavra em instrumento de julgamento e nos afastamos dos ensinamentos de Jesus. A pessoa maledicente é maldosa. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , capítulo 10, itens 9 e 11, encontramos importantes reflexões sobre o argueiro e a trave no olho e sobre a advertência de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. O Mestre também nos convida a refletir sobre a própria conduta ao afirmar que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. A maledicência é justamente isso: esmiuçar a vida alheia, destacando os erros, interpretando as atitudes pelo lado mais des...

Fatalidade, Livre-arbítrio e Conhecimento do Futuro à Luz do Espiritismo

 


A ideia de fatalidade sempre intrigou a humanidade. Muitos acreditam que os acontecimentos da vida estão rigidamente predestinados, sem que o ser humano tenha qualquer influência sobre eles. No entanto,  em O Livro dos Espíritos (questões 843 a 867), nos ensina que o homem possui o livre-arbítrio para escolher seus caminhos, sendo responsável por suas ações e pelas consequências que delas decorrem.

A verdadeira fatalidade não está nos acontecimentos em si, mas nas provas e expiações escolhidas pelo Espírito antes de encarnar, conforme suas necessidades evolutivas. Deus permite que cada ser escolha as experiências que contribuirão para seu progresso moral e intelectual. No entanto, a forma como essas provas serão enfrentadas depende das decisões tomadas ao longo da existência. Assim, o destino não é uma sentença imutável, mas um conjunto de possibilidades abertas à ação da vontade humana.

Léon Denis, em Depois da Morte (capítulo 32), complementa essa visão ao afirmar que a fatalidade só existe na determinação das grandes linhas do destino de cada Espírito, de acordo com suas ações passadas. A vida é uma escola, e os desafios que encontramos são lições necessárias para o nosso crescimento. As dificuldades não são punições arbitrárias, mas oportunidades de aprendizado e redenção.

Quanto ao conhecimento do futuro, O Livro dos Espíritos (questões 868 a 872) explica que, em geral, ele nos é oculto para que possamos agir com liberdade e mérito. Se soubéssemos exatamente o que nos aguarda, poderíamos nos desviar de determinadas provas ou agir apenas por interesse, comprometendo nosso aprendizado. No entanto, algumas revelações podem ser feitas por meio de pressentimentos ou intuições, especialmente quando isso pode servir de alerta ou auxílio para evitar perigos e erros graves.

Assim, o Espiritismo nos ensina que não estamos presos a um destino inflexível. Somos senhores de nossas escolhas, e a cada passo dado construímos nosso próprio futuro. Com esforço e perseverança, podemos transformar dificuldades em oportunidades e seguir, com consciência e responsabilidade, o caminho da evolução espiritual.

Fonte de estudo: O Livro dos Espíritos, questões 843 a 872 e o livro "Despois da Morte" capítulo 32 de Léon Denis.

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