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Entre o Orgulho e a humildade: a escolha que define destinos

No capítulo 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo , intitulado “Bem-aventurados os pobres de espírito”, encontramos um dos ensinamentos mais profundos e ao mesmo tempo mais mal compreendidos do Cristo. Quando Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele não está exaltando a ignorância intelectual, nem incentivando a falta de esforço pelo conhecimento. Ao contrário, está nos convidando a refletir sobre a humildade — essa virtude silenciosa que sustenta todas as demais. Ser “pobre de espírito” é ser simples de coração. É não se considerar acima de ninguém. É compreender que, diante de Deus, todos somos aprendizes em diferentes estágios da jornada evolutiva. A tendência humana, entretanto, é outra: é a de se crer acima de tudo e de todos. O orgulho é uma sombra que nos acompanha desde as experiências mais primitivas. Ele se manifesta quando acreditamos que sabemos mais, que somos melhores, que nossa dor é maior, que nossa opinião é superio...

Politeísmo: um olhar espírita sobre a crença em vários deuses

Ao analisar a trajetória religiosa da humanidade, encontramos no politeísmo uma das expressões mais marcantes do pensamento espiritual nas civilizações antigas. O Espiritismo, por sua vez, propõe uma leitura histórica e filosófica dessa forma de crença, reconhecendo o seu papel na evolução moral e espiritual dos povos.

O que é o politeísmo?

O termo politeísmo designa a crença em vários deuses, geralmente com atribuições específicas, como deuses da guerra, da colheita, do amor, entre outros. Essa concepção era comum nas civilizações egípcia, grega, romana, nórdica, hindu, entre outras. Cada divindade representava uma força da natureza ou um atributo humano idealizado.

Como o Espiritismo interpreta o politeísmo?

Segundo Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (questão 668), os deuses múltiplos das religiões antigas eram representações de manifestações naturais. Ao longo do tempo, os homens passaram a personificar essas forças em divindades, atribuindo-lhes vontades próprias. Kardec afirma que essa crença foi um estágio intermediário da inteligência humana rumo à concepção de um Deus único e soberano.

“O homem procurou personificar os atributos de Deus, dando a cada um deles um templo e um culto. Daí os deuses diversos.” – Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questão 668.

O politeísmo foi um erro ou uma etapa natural?

Do ponto de vista espírita, o politeísmo não foi um erro, mas uma etapa necessária na evolução da consciência espiritual da humanidade. Conforme a compreensão do mundo e da vida foi se ampliando, o ser humano se aproximou da ideia do monoteísmo — a crença em um único Deus, causa primária de todas as coisas.

Essa transição é abordada também por Léon Denis em Depois da Morte, ao afirmar que o espírito humano passa de fases grosseiras para formas mais elevadas de fé, até compreender o verdadeiro Deus, que é amor, justiça e sabedoria.

Quais civilizações praticaram o politeísmo?

  • Egípcios: adoravam Rá, Ísis, Osíris, Anúbis, entre outros.
  • Gregos: com seu panteão liderado por Zeus, Hera, Atena e outros.
  • Romanos: que herdaram muitos deuses da Grécia, adaptando nomes e cultos.
  • Hindus: apesar de possuírem muitos deuses, existe a concepção de Brahman como unidade divina.
  • Maias e Astecas: com crenças ligadas aos ciclos da natureza e sacrifícios ritualísticos.

O que o Espiritismo diz sobre o Deus único?

O monoteísmo é um marco na história da espiritualidade. Em O Livro dos Espíritos, os Espíritos superiores revelam que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas (questão 1). Esse entendimento afasta o homem da superstição e da idolatria, conduzindo-o a uma fé mais racional e profunda.

Essa fé raciocinada é um dos pilares da Doutrina Espírita. Como afirma Kardec, “fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade”.

Por que é importante compreender o politeísmo hoje?

Estudar o politeísmo à luz do Espiritismo nos permite entender a diversidade de expressões religiosas da humanidade, sem preconceitos. Revela-se que todas as crenças têm seu papel no progresso espiritual coletivo. O respeito às religiões do passado e do presente demonstra maturidade moral.

Além disso, compreender o percurso histórico das ideias sobre Deus nos ajuda a valorizar a conquista espiritual que é o monoteísmo. Essa concepção favorece a união dos homens sob o ideal de fraternidade universal.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Politeísmo e Espiritismo

O Espiritismo aceita o politeísmo?

Não como doutrina atual, mas reconhece o politeísmo como fase natural da evolução espiritual da humanidade.

O politeísmo contradiz a ideia de Deus único?

Sim, em termos doutrinários. Mas ele foi um passo necessário até que a consciência humana alcançasse o monoteísmo.

Por que o Espiritismo valoriza a fé raciocinada?

Porque a fé baseada na razão é duradoura e capaz de resistir ao progresso da ciência e da moral.

As religiões politeístas ainda têm valor espiritual?

Sim. O Espiritismo respeita todas as crenças que promovem o bem, o amor e o progresso moral do ser humano.

Considerações finais

O politeísmo, longe de ser visto como superstição infantil, representa um estágio valioso na caminhada espiritual da humanidade. O Espiritismo nos convida a compreender essa trajetória com lucidez, reconhecendo em cada cultura um degrau da ascensão do espírito rumo ao Pai Celestial.

Assim, o estudo das religiões, mesmo antigas, amplia nossa compreensão da espiritualidade humana e fortalece nossa conexão com Deus — o único, eterno, imutável e infinitamente justo e bom.

📚 Referências Bibliográficas

  • Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, questões 667 e 668

  • Allan Kardec – A Gênese, capítulo 2, item 17

  • Emmanuel (psicografado por Chico Xavier) – capítulo 15 de O Antropomorfismo, A Ideia da Imortalidade

  • Emmanuel – Caminho da Luz, capítulos 4 e 8

  • Léon Denis – Depois da Morte, capítulo 2

Artigo Relacionado: A Revelação Espírita

Leitura complementar

Depois da Morte é uma das obras fundamentais da literatura espírita, escrita pelo filósofo e orador francês Léon Denis, considerado o principal continuador da obra de Allan Kardec. Publicado originalmente em 1890, o livro aprofunda de forma clara, lógica e filosófica os principais temas da espiritualidade, oferecendo ao leitor uma visão consoladora e racional da vida após a morte. Nesta obra, Denis aborda questões cruciais como: *A natureza da alma e sua sobrevivência ao corpo físico; *O que acontece após o desencarne; *A evolução espiritual do ser;*A justiça divina revelada pelas reencarnações sucessivas;*A existência de mundos habitados;*O papel da consciência, da moral e do livre-arbítrio na jornada do espírito. Com um estilo envolvente e erudito, o autor dialoga com as tradições religiosas, filosóficas e científicas da humanidade, demonstrando que a fé pode e deve caminhar lado a lado com a razão. Denis oferece não apenas explicações doutrinárias, mas também reflexões emocionais e elevadas sobre a imortalidade da alma, tornando a obra uma leitura indispensável tanto para iniciantes quanto para estudiosos da Doutrina Espírita.
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